19-09
2008

Segunda-feira recebo um email do amigo e alquimista Mark Warshaw. Heroes acabara de ganhar um Emmy por "Outstanding Achievement in Interactive Media". Liguei na hora para ele que, muito feliz e gritando, comemorava a vitória. Apesar de ele ter saído do projeto em função da greve dos roteiristas, o Jesse Alexander, produtor executivo do Heroes e roteirista ligou para ele pra dizer: "Esse é seu cara!". Abaixo uma imagem da homenagem que o Jesse fez para o Mark no seu blog, The Global Couch.

Em um ano ele colocou o termo Transmedia dentro de uma indústria bilionária e, o mais importante, falou e fez. Abaixo, o case que eles inscreveram no Emmy.

Mark, congratulations partner. You are the Transmedia Jedi!


19-09
2008


Li atentamente a matéria do Segundo Caderno de O Globo do dia 28/8 que falava sobre o cinema brasileiro. O título é "A Crise dos 6,9%", e o subtítulo é "Especialistas discutem o que fazer para que o cinema nacional volte a ter público".

Enquanto isso, no Planeta Terra, o cinema mundial grande ou pequeno discute, arrisca e tenta se apropriar e entender a revolução que o digital está causando há pelo menos oito anos quando o Napster foi criado. E um fato relevante e bastante engraçado é que a internet, na matéria, é tratada como um "fenômeno". Sim, um evento, como uma chuva de granizo ou o arco-íris. Isso com os números da internet já dando surra na TV à cabo e ela já estar com mais de dez anos no Brasil.

Vale-cultura, subsídios, cotas, falta de salas de cinema etc. As mesmas lágrimas de sempre, declaradas pelas mesmas pessoas de sempre, dos players de sempre de uma indústria (?) cheia de buracos negros e muita, mas muita nebulosidade.

Aí, eu me pergunto e pergunto para amigos que trabalham com cinema quando é que isso vai acabar. Quando que os chorões de sempre vão sair do palco para deixar as pessoas mais preparadas para o novo ou vão entender que sem meritocraria não vão a lugar nenhum.

"Ah, mas quem é você para falar alguma coisa. Dar pitaco é fácil..." pode estar dizendo o único leitor deste blog. Mas eu fiquei dois anos desbravando o mercado brasileiro de cinema em busca de oportunidades de product placement e branded entertainment com produtoras e indo em agências para vender o peixe. E depois de um ano, dois cases e muita, muita dor de cabeça. Disso eu falo na parte dois.

Alvo preferencial de muitos, o governo, surpreende na matéria:

Sérgio Sá Leitão, diretor da Ancine, garante que a agência está “extremamente preocupada” com a situação.
— O modelo chegou ao esgotamento. Temos que favorecer o desenvolvimento do mercado, valorizar a meritocracia, a performance anterior, o fato de o filme já ter distribuidora. O Breno Silveira fez “2 filhos de Francisco”, que gerou emprego e satisfez o público. Quando terminou, foi para o fim da fila. É como se ter feito um sucesso contribuísse muito pouco para o que vai acontecer depois — critica.

Pois é. MERITOCRACIA. Queria realmente ver qualquer um dos produtores da matéria trabalhar com risco vinculado ao resultado do filme ao invés do jogo ganho de sempre.

Ou eles podiam gastar um pouco do dinheiro que eles colocam no bolso via Leis de Incentivo para comprar um exemplar de Cultura da Convergência do Jenkins. Ou então, esperar mais um pouco para a versão brasileira que já está vindo em outubro. O dólar tá alto né pessoal? :)