25-08
2008

Acabei de ler um artigo na BW falando sobre o movimento das grandes editoras de quadrinhos - DC e Marvel - de digitalizar seus selos e dessa maneira "inovar, ganhar receitas adicionais e se adaptar ao novo cenário". O que é a mesma coisa que a publicidade vem tentando fazer. O artigo fala sobre as diferenças de experiência do papel para a tela e sobre as expectativas dos executivos.

Segundos depois encontrei um outro artigo do WSJ falando sobre a mesma coisa. Citando o sucesso de versões animadas de quadrinhos feitas pelos estúdios. Um dos casos de "sucesso" foram os chamados motion comics (como esse "novo formato" é chamado) feitos para o lançamento do novo filme do Batman.


Depois que li os dois artigos fiquei pensando sobre duas coisas: 1) o quanto esse é um formato que é uma alquimia interessante entre mídias e maneiras de contar histórias; 2) Por que tanto a Business Week quanto o Wall Street Journal não sabiam do case de Heroes? E o que é mais incrível é que o conteúdo da BW vinha do famosíssimo e super trendy GIGAOM.

Numa atitude cara-de-pau resolvi mandar um email para a jornalista que escreveu o artigo do WSJ perguntando se ela sabia que o Mark, no Heroes, já tinha desenvolvido e sido o pioneiro não só no formato mas também na integração com marcas. Resposta? Não. O legal é que ela vai pesquisar melhor e quem sabe escrever sobre o Mark. Missão de agente honorário cumprida :P.

Esse formato já poderia ter sido feito aqui no Brasil, não acham? Conheço diversas agências que têm ilustradores incríveis que já fizeram HQs no tempo livre e/ou agência interativas incríveis que entregariam a parte do motion (e de ilustração também) super bem. E tenho uma lista - ainda pequena - de clientes que bancariam a história ou por gostar de inovar ou por que simplesmente já estão bastante avançadas no que diz respeito a formatos.

E dentro da dinâmica "Guilty Terceirization", de quem é a culpa?